Obra de arte com figuras submersas alerta sobre fragilidade oceânica

10/01/2017
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Mergulhadores desavisados podem levar um grande susto no largo da costa de Lanzarote, na Espanha. Isso porque mais de duzentas figuras humanas em tamanho natural foram dispostas em um círculo, a aproximadamente 14 metros de profundidade. Trata-se da exposição do Museu Atlântico, primeiro espaço subaquático do tipo na Europa, oficialmente concluído este mês.

A instalação artística constitui um recife complexo para as espécies marinhas e visa comunicar a fragilidade de nosso ecossistema e a relação humana com o ambiente marinho natural. O projeto é de autoria do artista britânico Jason de Caires Taylor, que diz que o espaço tem como objetivo promover a conservação e a educação ambiental.

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As esculturas, feitas de materiais inertes, neutros em termos de pH, foram especialmente criadas para se tornar recifes artificiais e atrair espécies de peixes locais. As obras são feitas para durar centenas de anos e ajudar a aumentar a conscientização sobre as ameaças que enfrentam os oceanos do mundo. As primeiras obras, instaladas há menos de um ano, já viram um aumento de mais de 200% na biomassa marinha.

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Algumas das obras retratam empresários a negligenciar o que está a sua volta, uma forma clara de mostrar como as grandes corporações são irresponsáveis no modo como utilizam recursos naturais em suas produções. A maioria das figuras, no entanto, são baseadas em modelos de todas as idades e de todas as esferas da vida.

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“A instalação artística nos lembra que evoluímos da vida marinha e estamos todos sujeitos aos movimentos e à vontade do oceano”, diz uma declaração no comunicado de imprensa do museu. “A peça encarna nossa vulnerabilidade nua, seu poder inerente e nossa fragilidade diante de seus ciclos e força imensa. O oceano fornece o oxigênio que respiramos, que regula o nosso clima e fornece uma fonte vital de nutrição para milhões de pessoas. Uma visita ao Museu Atlântico pode levar-nos a uma compreensão mais profunda da nossa relação com o ambiente marinho natural e apreciar a necessidade de valorizar e proteger este ecossistema frágil, a fim de salvar a nós mesmos”, conclui o informe.

Redação EcoGuia

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