Os países com maior potencial para carros elétricos

veiculos
10/01/2017
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Com mais de 100 mil carros elétricos nas ruas, a Noruega pode ser considerada o país mais entusiasta dos “verdinhos”, tendo em vista o tamanho de sua população. Na última década, o governo norueguês trabalhou com afinco para eliminar impostos sobre os veículos limpos e foi ainda mais longe, oferecendo estacionamento gratuito e acesso a corredores de ônibus.

Tais esforços notáveis podem ajudar a abrir as estradas de países maiores e com bem mais potencial que o país nórdico para alavancar o mercado de modelos elétricos.

Em estudo recente, a consultoria Accenture analisou 14 mercados domésticos em relação ao potencial para veículos verdes: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Holanda, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

De acordo com a pesquisa, a combinação de fatores tecnológicos, econômicos e políticos poderia gerar novas oportunidades de investimento nesses mercados.

Mercados mais promissores

Dois gigantes, China e Estados Unidos foram classificados como os melhores países, pois apresentam um extenso mercado e potencial para crescimento.

Cada país foi avaliado a partir de uma variedade de fatores políticos (subsídios monetários governamentais únicos na compra e pós-compra, regulamentações governamentais não monetárias e infraestrutura de carregamento); econômicos (preço de compra e do combustível, além do número de possíveis compradores) e tecnológicos (intervalo e tempo de carga).

Canadá, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega, Coreia do Sul, Suécia e Reino Unido foram classificados como países com potencial elevado por suas altas perspectivas de crescimento até 2020, mas com um mercado limitado no setor atualmente.

Eles foram tipificados com base nos planos dos respectivos governos para investimentos significativos com o objetivo de tornar este tipo de veículo mais atraente.

Mercados hesitantes

Os outros três mercados, formados por Brasil, Índia e Rússia foram classificados como hesitantes pela Accenture devido à pequena dimensão do mercado e baixa taxa de crescimento esperada.

Estes mercados caracterizam-se pela ausência de infraestruturas públicas de carregamento e pelos baixos preços dos combustíveis, independentemente dos atuais preços baixos do petróleo. Esta combinação torna os veículos elétricos economicamente pouco atraentes nessas regiões. Mas isso não é imutável.

“O que está claro é que a política governamental pode mudar rapidamente as regras do jogo, mais do que qualquer outro fator. Por exemplo, a China estabeleceu metas para carros elétricos e híbridos plug-in para que eles componham até 7% do total de vendas de automóveis em 2020 e, 40%, em 2030”, observa Christina Raab, diretora executiva da Accenture para a prática automotiva, em comunicado.

Fonte: Exame.com, por Vanessa Barbosa

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