Paris pretende dedicar 25% de seu território a áreas verdes até 2020

As principais cidades do mundo assumiram nos últimos anos a tarefa de elaborar planos em longo prazo que permitam melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Para isso, têm fomentado medidas que apontam para a criação de áreas verdes, infraestrutura para a mobilidade sustentável e redistribuição do espaço viário tendo em visa seu uso por pedestres e ciclistas.

Entre estas cidades está Paris que, devido a seus problemas de poluição atmosférica, desenvolveu várias iniciativas para enfrentar estas questões. Entre os temas abordados, destacam-se os projetos para converter a cidade na capital mundial do ciclismo, requalificar espaços públicos nas margens do rio Sena e implementar Zonas 30 e Zonas de Encontro.

Além disso, a capital francesa está desenvolvendo um plano para tornar-se um lugar mais verde: o Programa de Áreas Verdes.

As medidas mais importantes do programa, que está sendo executado pela Direção de Áreas Verdes e Meio Ambiente do município, consistem em seis objetivos principais que devem ser alcançados até 2020.

O primeiro deles consiste em reduzir o efeito das ilhas de calor, isto é, o aumento da temperatura ambiental ocasionado pela liberação de calor das estruturas construídas. Esta é uma situação que ocorre sobretudo nas cidades e que pode ser melhorada através do aumento das áreas verdes que ajudam a controlar a temperatura.

No caso de Paris, o monitoramento desse problema permitiu concluir que apenas durante as ondas de calor de 2003 a temperatura subiu 8°C, tanto na região central como nos subúrbios, fato que interfere nas atividades cotidianas dos habitantes da cidade.

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O segundo objetivo é que todas as novas construções na cidade garantam espaços para vegetação, assim como já acontece em Copenhague. O terceiro objetivo é que sejam criados 100 hectares de fachadas e coberturas verdes, dos quais um terço seja destinado a hortas urbanas.

Em relação a esta meta, a capital francesa tem mostrado avanços: em 2012 investiu cerca de 122 milhões de euros para aumentar a quantidade de coberturas verdes em seus edifícios públicos.

O quarto objetivo consiste em criar 30 hectares de espaços públicos verdes, como praças e parques. Além disso, pretende-se plantar 20 mil árvores em toda a cidade e habilitar cerca de 200 áreas para o plantio de frutas e verduras – sendo estas as duas últimas medidas do programa.

Em relação à criação de áreas para plantio, a cidade tem mostrado progressos: apenas no ano passado, destinaram-se 100 espaço para iniciativas ligadas à agricultura urbana.

Embora as medidas do programa apontem para a criação de áreas verdes, criá-las e desenvolvê-las não é tarefa exclusiva dos órgãos públicos, mas depende também que atores privados assumam esta responsabilidade. Assim, as medidas, que visam dedicar um quarto da cidade às áreas verdes até 2020, assumem diversas formas para sua materialização.

Neste sentido, as novas áreas verdes e o aumento da vegetação podem ser implementados em avenidas e ruas, bosques, jardins comunitários, parques públicos e outras estruturas já existentes, inclusive na cobertura dos pontos de ônibus da cidade.

Fonte: Arch Daily

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